Hoje eu estou muito triste pois recebi a notíca da perda de um grande amigo meu: Mário Fernando Ibituruna.
Mário e sua família vinham enfrentando uma árdua luta pela recuperação do seu filhote Caio, mas a luta foi tão dura que meu querido amigo não resistiu (Conheça a história do Caio aqui).
Mas o Mário tinha uma personalidade marcante, onde ele estava ele iluminava tudo, contando piadas, alegrando a todos e ajudando. E além de tudo o Mário era um super profissional.
Mário era um Vendedor, assim mesmo, com letra maiúscula. Mário era a síntese do que todo profissional de vendas deveria ser: amigo, mas ao mesmo tempo focado em resultados, ele sabia fazer fechamento como ninguém. Cordial, mas duro em uma negociação. Disciplinado e solucionador! Ele não perdia venda! Se ele não tivesse o que o cliente queria, ele corria atrás até conseguir! Por isso Mário não tinha clientes, tinha fãs!
Como homenagem para o Mário eu quero deixar aqui uma história que quase todo vendedor já ouviu de alguma forma diferente, mas parece que eles esquecem e sempre cometem o mesmo erro. Com o Mário não, aconteceu de verdade e ele fez o que deveria ter sido feito:
Mário trabalhava em uma concessionária de veículos em Uberaba, famosa cidade de Minas Gerais conhecida como terra do nelore, espécie de gado muito difundida na região e que projetou nossa pecuária para o mundo. Mário estava na concessionária com um grupo de colegas, todos vendedores. Estavam reunidos no salão de vendas da concessionária, por entre os carros, esperando chegar alguém.
Nesse momento entra na loja um legítimo "caipira": roupa desgastada, botas sujas e chapéu. Como o movimento estava fraco, os vendedores logo se olharam e pensaram "lá vem um cliente caroço (ou peroba, ou piolho, enfim, aquele cliente que só olha e não compra nada)", e ninguém foi atendê-lo. Se dispersaram como se tivessem coisas importantes para fazer. Pela outra porta da concessionária, entrou um senhor bem vestido, de paletó e uma pastinha debaixo do braço. Não precisa dizer que quase houve correria para atendê-lo.
Profissional como sempre, Mário não deixou o "caipira" abandonado, e foi até lá falar com ele. Seu João (nome fictício), muito timido, disse que gostaria de ver uma caminhonete. Mário levou-o até as caminhonetes e teve paciencia para demonstra a diferença entre cada uma delas, procurando saber inclusive que tipo de uso elas teriam para poder oferecer a melhor para ele.
No final, seu João virou para o Mário e disse:
- Meu filho, quanto custa essa aqui?
- Essa está saindo por R$ 75.000,00.
- Está bem, eu vou levar essa! Gostei dela e vai servir para mim!
- Pefeito seu João, vamos então até a minha mesa para eu lhe passar as possibilidades de financiamento.
- Marinho, não vou financiar não, vou levar à vista! "Ocê" me dá um minutim.
Seu João foi até o seu carro, tirou de lá uma saco de papel e foi com Mário até sua mesa!
- Tá aqui Marinho, 75.000,00 em dinheiro. Posso levar ela agora?
E seu João levou a caminhote todo feliz!
Feita toda burocracia, Marinho volta para a roda de amigos para contar a história, pois mesmo em uma cidade onde existem muitos fazendeiros, comprar um veículo assim com o mercado em baixa não é coisa que se veja toda hora. Entào ele perguntou para o vendedor que atendeu o senhor bem vestido:
- E aquele senhor que entrou junto com o Seu João, o que ele comprou!
Desanimado seu colega disse:
- Nada, Marinho, ele só veio aqui porque queria renegociar o financiamento do carro popular que ele comprou e não estava conseguindo pagar!
Vai com Deus, irmão, e lembra que tem que apertar o botão para chamar o elevador que vai para o Céu!
Show de bolaaaa